COMO SER UM LÍDER E NÃO APENAS UM CHEFE?

Solucionar a equação de “como ser um líder e não apenas um chefe” é tema prioritário para os negócios. Pesquisas do nível de comprometimento /engajamento mostrou que o comportamento do gestor tem um peso de 70% de influência no engajamento da equipes. Nos EUA o impacto do baixo engajamento de gestores e trabalhadores tem um custo estimado em mais de 400 bilhões de dólares anuais. (1). Estudos de Daniel Goleman revelaram que o estilo de liderança do gestor pode ser responsável por até 30 % do lucro da organização. (2)

Afirma-se que pessoas se demitem dos seus chefes, não de suas empresas. Será verdade? Talvez o diagnóstico não esteja errado, mas convém usar uma lente de aumento e olhar além: os maus chefes também são reflexo da cultura organizacional ruim. Ela reforça seus comportamentos inadequados, que, por sua vez, reforçam a cultura ruim: círculo vicioso! Como a cultura é construída por pessoas, principalmente por pessoas influentes, a responsabilidade maior pela edificação da cultura é da comunidade de gestores:  do topo, nível médio e da base.

Se nessa comunidade de gestores “ouvir o outro com respeito e atenção” não for um valor predominante, então eles estão colaborando para construir uma cultura onde as pessoas não tem nada para falar. Qual o resultado de uma cultura forjada por muitos chefes com poder formal, que não aprenderem a ser líderes? Eles podem conquistar obediência das pessoas, mas não admiração e respeito. Qual a causa-raiz?

A pesquisa Gallup reafirma no século 21 algo que já sabíamos no século 20: as organizações premiam os funcionários pela excelente competência técnica oferecendo-lhes um cargo de chefia. Se esse técnico campeão não tem o dom natural da liderança, nem motivação para aprender, e nem incentivo da organização, quais serão as consequências?  (3)

  • Funcionários que trabalham só por obrigação, sob a ação do medo, e até do ódio ao superior e ao seu próprio trabalho?
  • Indiferença em relação ao grau de satisfação das pessoas com o ambiente e necessidade de melhoria das condições de trabalho?
  • Funcionário visto não como “o fator de produção”, mas apenas como “mais um fator de produção”?
  • Gestores omissos, que tendem a culpar as equipes pelos maus resultados, reservando a si mesmo a glória pelas boas conquistas?
  • Predominância de um estilo rígido, duro e autoritário para obter resultado das equipes?

Em que medida esses traços descrevem a realidade de muitas organizações? Como preparar seus gestores para serem líderes, e não apenas chefes?  

Um bom mecânico dispõe de caixa de ferramentas variadas e escolhe a mais apropriada conforme a situação, sabendo usar bem cada uma delas. O mesmo se dá com o bom gestor: deve conhecer bem e saber usar as ferramentas de liderança.

Há mais de 40 anos a WCCA defende uma abordagem flexível, em que a escolha do estilo adequado de liderança dependa de diferentes fatores:

  • Da Maturidade técnica (conhecimento) e psicológica (emocional) da pessoa e do time;
  • Das Pressões “externas” (tempo/prazo, planos e controles, crise, etc.);
  • Das Necessidades humanas e insatisfações da pessoa e do time;
  • Do Clima psicológico da área e da organização.

Os estilos de liderança podem variar de um padrão mais autocrático ou diretivo até um padrão mais democrático e liberal. Porém há algo constante: dar atenção e saber trabalhar a autoestima, a empatia, a afetividade, a iniciativa e a criatividade e outros fatores motivacionais junto aos membros da equipe. É o gestor coach, que tem jogo de cintura! (4)

Para o IMD Business School, na Suíça (5), que está no topo do ranking da educação corporativa na Europa, a abordagem situacional de liderança é a melhor, porque, dentre diversas vantagens, favorece a adaptabilidade, maior capacidade de lidar com incertezas e olhar as situações com diferentes perspectivas.

AUTORIA: Antonio Carlos A. Telles – Consultor da WCCA | COLABORAÇÃO: Guilherme Carvalho – Gerente de Negócios e Relacionamento da WCCA.

  1. https://www.forbes.com/sites/victorlipman/2015/08/04/people-leave-managers-not-companies/#761c9afd47a9                          
  2. https://hbr.org/2000/03/leadership-that-gets-results
  3. Apostila WCCA: Programa Kaizen Zero (K0)
  4. Apostila WCCA: Programa Liderança Empreendedora –Coaching
  5. https://www.imd.org

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CURSO DE FORMAÇÃO SINDICAL PARA GESTORES DE FÁBRICA E DA ÁREA DE RH

A gestão moderna de uma empresa, exige que os gestores e colaboradores da área de RH, utilizem ferramentas adequadas para a administração da gestão sindical no âmbito da empresa e nas relações com o Sindicado.

Objetivos

  • Preparar os gestores para administrarem diariamente as Relações Sindicais e Trabalhistas produzidas por Cipeiros, Dirigentes Sindicais e estáveis.
  • Desenvolver “lideranças”, posicionando-as como administradoras do capital e do trabalho, administrando as insatisfações e os líderes naturais.
  • Capacitar os gestores para o preenchimento dos “espaços vazios” que possam ser explorados pela ação sindical interna.
  • Aumentar a percepção dos Gestores como base para a prevenção de greves.
  • Conscientizar os participantes da vital importância da preparação organizacional para enfrentar as demandas sindicais.
  • Transmitir aos participantes as situações reais vividas pela WCCA em greves e negociações com Sindicatos em diversas empresas, através de conteúdos eminentemente práticos e atuais.

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